My Experience with Culture Shock

Lorenzo, from Brazil, takes a selfie with his friends at a Pacers basketball game
Lorenzo from Brazil
| USA
Eai pessoal, meu nome é Lorenzo e hoje eu vou ajudar vocês a estarem preparados para o choque cultural, que certamente afeta todo estudante intercambista no começo, mas que com o tempo, a gente se acostuma.

Para começar, eu vou contar um história que realmente aconteceu comigo, logo quando cheguei na Scecina Memorial: era a segunda ou terceira semana de aula, e eu obviamente não tinha uma grande quantidade de amigos por não ter tido a chance de conhecer muitas pessoas até então, e eu estava na cafeteria depois de pegar meu almoço, indo me sentar com meu grupo de amigos. Na minha mesa estava uma amiga, que tinha chego na escola atrasada e perdido o primeiro período (nós tínhamos esse primeiro período juntos). Ela se levanta, e pelo fato da família dela ser mexicana e ela estar acostumada com esse tipo de cumprimento como nós brasileiros estamos, eu lhe dei um beijo casual na bochecha, como nós dois estávamos acostumados a fazer.

Provavelmente o momento mais constrangedor da minha vida. Os outros amigos na minha mesa fizeram exclamações como “oh”, e o resto da escola inteira, cerca de 600 estudantes, me encararam com uma cara dizendo “o que que eles estão fazendo?”. Passei o resto da semana tendo que ouvir e responder perguntas do tipo: “Vocês estão namorando?”, “Vocês gostam um do outro?”, “Por que você beijou ela então?”, et cetera. Até para professores curiosos tive que me explicar.

A partir dessa experiência embaraçosa, tive a real compreensão de tudo o que adultos trabalhando no ramo de intercâmbio vinham me avisando sobre como as pessoas seriam diferentes. Parando para pensar hoje, não consigo me lembrar quantas vezes eu cumprimentava meninas dessa forma por dia quando eu ainda estudava no Brasil, o que aqui, uma única vez foi o suficiente para chamar a atenção de todo mundo.

Dessa história, eu espero poder já ter te ajudado a não cometer o mesmo erro que eu cometi, porém, ainda vou dar uma outra dica: tome cuidado com abraços e não estranhe a falta deles.

Realmente não acreditava que americanos seriam menos afetuosos que brasileiros, mas eles são. Isso não significa que eles gostam menos de você, é apenas a cultura deles. Do mesmo jeito que nós, brasileiros, não beijamos uns aos outros na boca, conhecidos ou desconhecidos, como forma de cumprimento como se é normal em algumas regiões da Rússia, americanos não se abraçam toda vez que veem um amigo. Não é porque você não beija seu amigo russo na boca toda vez que encontra ele, que você goste menos dele. A mesma coisa com os estadunidenses. Certamente você irá estranhar essa “falta de afeto” entre eles, porém, não se preocupe e procure se lembrar do exemplo russo. Vai levar um tempo até você se acostumar, mas não pense que seus amigos não gostam de você.

Portanto, mesmo achando que não preciso dizer mas só para deixar realmente claro: não saia abraçando todo mundo logo de cara. Abraço é algo entre amigos que se conhecem há tempos.

Este é um tópico realmente complexo, que é mais fácil de entender quando se vive do que quando se tenta ler, mas eu espero ter ajudado. Então, para finalizar: tome bastante cuidado com beijos na bochecha e se lembre que abraço é algo entre amigos íntimos de longa data, mas a falta deles não é um problema.

Muito obrigado por ler até aqui.
Até a próxima!
Lorenzo

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